Escrito por Fah às 20:48
[] [envie esta mensagem] []



É nóis no boliche!

A Kimberly, o Davi e eu... Somos amigos tem um meio século, cheio de reencontros. Em comum, temos o não ter lá muitas referências (tipo cidade natal, grandes vínculos afetivos, etc.) e ter disposição de mudar (de lugar, por exemplo) sem problema nenhum. Ah, e mais importante, um amigo em comum - Jesus (e isso não é clichê).

Ontem, no boliche, tivemos mais um reencontro, que por sinal, rendeu muita risada!

Kimberly Ketterer, 28 (?) 29 (?) anos, professora de primário numa escola americana, meio brazileira, meio americana, meio portuenglish, e minha prayer partner e melhor amiga.

Davi Siqueira, 28(?) 29 (?) anos, engenheiro, missioneiro, meio paulista, meio amazonense, meu amigo, e recém-promovido a encanador de casa nova (hehehehe).

Fabricia Oliveira, 26 anos, projeto de enfermeira, tradutora (?), 1/3 amazonense, 2/3 maranhense, em vias de ter seu próprio cantinho - ô alegria inexpremível!!!



Escrito por Fah às 21:06
[] [envie esta mensagem] []



Disputa de poder

Alguém já ouviu falar de “abordagem multidisciplinar no tratamento do paciente”? É mais ou menos assim: cada membro da equipe de saúde tem um papel ou função terapêutica no tratamento do paciente, que deixa de ser responsabilidade “apenas” do médico, e passa a ser responsabilidade da equipe. Nesta abordagem, as ações de todos os membros da equipe são vistas como parte importante do tratamento, e não apenas os remédios administrados. Quem sai ganhando, obviamente, é o paciente, que aliás é tratado como "cliente". A mudança não é apenas de nomenclatura.

A base da abordagem multidisciplinar é a comunicação entre os membros da equipe. O plano terapêutico de cada membro (por exemplo, os cuidados de Enfermagem, a prescrição de remédios) não deveria ser pensado independentemente, mas como parte de um trabalho de equipe, no qual um sabe o que o outro está fazendo. A comunicação não se restringe a esse “planejamento pensando na equipe”; cada membro comunica constantemente o estado do cliente a outro membro, especialmente alguma alteração significativa, tanto por via escrita – no prontuário – quanto oralmente. Entre outras coisas, essa postura comunicativa evita que o cliente, já bastante debilitado emocionalmente pela doença e pela internação em si, tenha que responder várias vezes às mesmas perguntas, por membros diferentes da equipe.

Na verdade, a tal abordagem multidisciplinar é muito de bom senso na prática, algo de se esperar dos profissionais de saúde. Pois bem, acabo de viver uma experiência que ilustra bem a quantas anda a multidisciplinaridade nos relacionamentos entre esses profissionais.

Na quinta-feira assumi a assistência de Enfermagem de uma cliente de 08 anos de idade com Celulite na panturrilha esquerda. Em termos simples, a celulite é uma inflamação localizada, dolorosa, em geral resultado de uma infecção em outro local do corpo que migra pra uma região e invade um tecido, especialmente pele e "adjacências". Quando faz o exame físico, o examinador procura uma porta de entrada – uma feridinha, por exemplo. Foi o que fiz. De cara, encontrei umas feridas com cascas bem grossas (aliás, crostas) na cabeça da minha cliente. Contei 15 lesões. Era só passar os dedos pra sentia as tais feridas.

Então, tão logo terminei os meus cuidados, fui atrás da médica responsável pela criança, a fim de comunicar as tais crostas. Eram 10:45 da manhã. Subi e desci o hospital atrás dela, e nada. Pelo visto, já tinha ido embora. Bom, eu não ia estar no hospital no dia seguinte. Meio-dia, no fim da aula prática, fui "passar o plantão". Comuniquei os achados para a Enfermeira de plantão (que também não tinha plantão no hospital no outro dia) e achei por bem deixar um bilhete para a Dr.ª, no prontuário da garotinha:

“Favor comunicar à Dr.ª M.

Cara Dr.ª, encontrei algumas lesões em crosta na cabeça da paciente, especialmente na região parietal. Grata”

Rapaz, no outro dia, quando a tal Dr.ª encontrou o bilhete, foi um rebuliço. Ela reclamou até para a diretoria, se dizendo “ofendida, desrespeitada e atropelada em sua prática”, e etc. e tal. Que "esse tipo de ingerência" era um absurdo, e coisas semelhantes. Os detalhes eu não sei, por que não estava lá. Só fiquei sabendo do bafafá na segunda, quando retornamos para a aula prática.

Me surpreende que uma pediatra com tantos diplomas e tantos anos de prática tenha se ofendido com o bilhete de uma acadêmica “orelha” como eu. Me surpreende a interpretação que ela deu para a minha tentativa de manter a comunicação. Mas o que mais surpreende mesmo é que, em 5 dias de internação, ninguém tivesse passado a mão na cabeça da garotinha e percebido aquele monte de crostas, um foco primário de infecção. 

Independente do episódio, não vou deixar de tentar comunicar os meus “achados anormais”. O que o outro membro da equipe vai fazer com a informação não é responsabilidade minha.

Mas não deixa de ser lamentável.



Categoria: Coisas de Enfermagem
Escrito por Fah às 00:35
[] [envie esta mensagem] []



Ação de Graças

Bom, tem tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que eu nem sei por onde começar. De repente, todos os meus sonhos tão se tornando realidade, um a um. É uma sensação difícil de definir. Primeiro, a chance de fazer faculdade de Enfermagem. Agora, o meu cantinho – com tudo de mais necessário já incluso – a geladeira, o fogão, a máquina de lavar roupa... como disse a minha irmã, estou começando com bem mais itens do que muitos casais de recém casados. E ainda tem o pops e a mops (isso é assunto pra um outro texto, mas eu conto) – esses dois são a família que eu mais queria na vida. E tem as pequenas coisas, os mimos... a máquina digital, por exemplo...

Tenho umas amigas que falam que a minha vida é super-abundante. É verdade. Absolutamente. Deus usa de muita generosidade comigo, e de um jeito que eu não mereço. Estou aprendendo pela prática, aliás, que é exatamente assim que Deus age. Ele não nos dá por merecimento, Ele nos dá pelo prazer de nos dar, por que Lhe apraz satisfazer nossas necessidades. Até coisas mais pequenas, que eu nem tive coragem de pedir, e que são bem difíceis de definir, Deus tem me dado.

O resultado é que estou ganhando confiança pra pedir... pra entregar minhas necessidades nas mãos dele, de um jeito que nunca tinha experimentado antes, em todos esses anos de fé. Estou aliviada, devo confessar. O peso de ter que me responsabilizar por mim mesma, que há tantos anos me cansava os ombros, vai ficando cada vez mais leve. Isso é muito legal.



Escrito por Fah às 23:58
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]





Meu perfil
BRASIL, Norte, Mulher, Portuguese, English
MSN - fah79o@hotmail.com



Histórico
Categorias
Todas as mensagens
Coisas de Enfermagem
Cristianismo & Fé


Votação
Dê uma nota para meu blog


Outros sites
Hmeron - o blog de uma estrelinha de Belém
A Casa de Rubem Alves - quem não visitou tem que espiar
Fotos da Amazônia - frutos de viagens pela ONG